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Antes De Reforma Trabalhista, O Brasil Precisa Erradicar A Escravidão

by Gabriela Dias (2018-05-29)


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Eu sou auditora fiscal do Ministério do Serviço desde janeiro de 2007, no momento em que tomei posse lá no Acre. Sou da área de saúde e segurança no trabalho. Eu fiscalizo o atendimento da legislação trabalhista, especialmente das normas regulamentadoras. Elas tratam de dúvidas como exames de saúde, exercício de instrumentos de proteção individual, medidas de proteção coletiva e outras particularidades ligadas à saúde do trabalhador.


Pra esta finalidade visito as corporações, faço uma inspeção no local, algumas vezes notifico para a regularização de problemas encontrados, noutras autuo a empresa. Além do mais, exerço algumas funções, entre elas a observação de acidentes de trabalho fatais ou graves (que deixam o trabalhador mutilado, ou incapacitado para o trabalho). De lá pra cá percorri muita via e vi de quase tudo.


Apesar de ter minha vida tranquila, obter um prazeroso salário e ter constância, estou a toda a hora conectada com um universo que nem ao menos fazia divisão do meu mundo de imaginação. Recomendo que veja mais informações sobre este questão acessando ao homepage aluguel plataforma Articulada Estou dentro do processo produtivo de tudo o que se possa imaginar, de vassouras a cerveja, de garrafas de vidro a tijolos. Acho absurdo apresentar em flexibilização de leis trabalhistas num país que ainda cultiva a escravidão.


No geral, não são pessoas acorrentadas, levando chibatadas. Dessa forma muita gente ignora essa situação. São pessoas privadas de seu certo de encaminhar-se e vir, sem o mínimo que permita que o indivíduo durma, acorde, coma, se vista. Nem estou citando de lazer ou saúde. Eu agora vi isso de perto e tive o estômago embrulhado por viver num tempo que permite que um ser humano igualzinho a mim seja tratado dessa maneira. Na nossa vida urbana, de quem foi à instituição, não existe essa imagem.


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O pior que vemos são os mendigos. Porém esse tipo de "trabalho" é pior do que mendicância, que essas pessoas estão guerreando por um mínimo de dignidade sem ter ideia de que não há como vir lá neste caminho. É muito fácil expressar que a legislação trabalhista é muito pesada, e é verdade. Entretanto ela é muito pesada já que infelizmente a realidade é muito cruel com um percentual gigante da população.


É um absurdo que uma norma precise impor a fornecer papel higiênico, em razão de todos sabem que isto é básico. Mas sabem que se não tiver a norma, em diversas organizações não se dá nem sequer banheiro? Sabem quantas vezes já autuei corporações por não conceder banheiro? Quantas pessoas de imediato encontrei que faziam xixi e cocô no chão? Ou bebendo água até do chão por não ter água potável? Ou novas coisas no mesmo grau de bizarrice. E a quantidade de amputados, mutilados e mortos em acidentes banais e que poderiam Facilmente ser evitados? Em geral (sério, a maioria) de organizações terceirizadas, ganhando uma merreca, trabalhando jornadas exaustivas.


Estou explicando com a domínio de quem convive com isto tudo. Eu acho fundamental uma reforma trabalhista, no entanto ela necessariamente tem que ser precedida de uma reforma política. Essa corja que está toda envolvida em escândalos, que neste instante tem dinheiro que garante gerações e gerações sem fazer interesse, não poderá ser quem vai definir a precarização de direitos que não lhes dizem respeito.


Por esse âmbito, não se pode legislar em causa própria. Primeiro, se acaba com a escravidão de verdade e garante um mínimo do mínimo pra sobreviver; depois sim, fundado num modelo de sucesso, reforma a CLT. É óbvio que esses que estão aí mamando na população, donos do poder, irão fazer de tudo pra não perder a bocada. Como essa de a reforma da Previdência.


É lóóógico que é urgente uma reforma previdenciária, só não é ESSA que está sendo proposta. Nos plantões de sugestões trabalhistas que neste instante fiz aos montes, chegava aquele senhorzinho da lavoura com cara de oitenta anos. Na hora de preencher a ficha, o cara não tinha nem sequer cinquenta anos de idade, apesar da aparência. Castigado pelo trabalho pesado, pelas jornadas, pelas doenças, o sujeito envelhece.


É chocante isso. Não é nosso mundo. Nós nos limitamos a viver em confortáveis casas de alvenaria, sem saber pelo que passou o piá que estava pela olaria fazendo os tijolos. Este postagem é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do carro. Mundialmente, o HuffPost apresenta espaço pra vozes diversas da esfera pública, garantindo desta forma a pluralidade do debate pela população.


Projeto de Paulo Alves. O fotógrafo Carlos Emilio de Sá e Silva resolveu alugar um apartamento ao retornar de Nova York, onde morou por 15 anos, e trouxe na bagagem as duas cadeiras assinadas pelo designer egípcio Karim Rashid. Em frente a elas, há um pufe de couro e uma poltrona Barcelona. À esquerda, a prateleira sobrou de uma geração de imagens. Apoiada em revistas, virou aparador. O conjunto de mesinhas laterais exibe objetos de decoração, porém as peças, versáteis, servem como suporte ao recepcionar amigos. Por esse projeto, todos os ambientes, com exceção do quarto do jovem morador, foram integrados até o terraço, delimitado pelo piso de itaúba e marcado pelo banco, que apresenta espaço para receber os convidados.


Mesmo desta maneira, essa área ainda pode ser isolada com as persianas rolô, que chegam ao piso e assim como reduzem a luminosidade. Móveis leves e empilháveis são um dos segredos pra ter ambientes pequenos agradáveis e bem organizados. Nesse lugar, os bancos vermelhos de plástico cumprem o papel de assento e mesinha. Projeto de Antônio Ferreira Jr. A moradora pediu às arquitetas uma decoração bem feminina. Deste jeito, foram explorados os tons de amarelo, rosa e dourado, sobre isto uma apoio neutra. Mesinhas de acrílico transparente, além de fazerem o papel de banquetas, são uma sensacional opção para usufruir melhor o espaço sem pesar no visual do lugar.


Para melhorar a distribuição dos ambientes, o móvel do home theater estabeleceu áreas para o estar e o jantar. Outro detalhe que faz a diferença: apartamento pequeno não combina com cortina volumosa. Desse modo, neste local optou-se na instalação de uma persiana e xales de veludo retos nas laterais. Projeto de Silvia Franchini e Priscila Baliu. Cozinha, jantar e estar se absorvem em perfeita sincronia.