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A Reversão De Equívocos Históricos Para Novos Imaginários Urbanos

by Paulo Joao Barros (2018-05-29)


plataforma articulada

RESUMO O acrescentamento veloz da população e sua crescente concentração nas metrópoles fez com que inchaço, caos, selvajaria e deficit habitacional caracterizassem a existência urbana. O Ministro da Cultura escreve sobre o assunto movimentos que se organizam em volta do justo à cidade para aperfeiçoar a particularidade urbana. Tudo isso estimulou no Brasil um vertiginoso modo de urbanização, principalmente por meio do golpe militar de 1964. A partir daí, a terra urbana virou uma mercadoria muito mais valiosa e a especulação imobiliária passou a reinar em nossas cidades.


Em 1960, mais da metade da população brasileira estava vivendo no meio rural; dez anos depois, a equação se inverteu. Em um pouco mais de 50 anos mais de 90% de nossa população passou a habitar o meio urbano. Urge um raciocínio crítico sobre o caos instalado na urbe. Devolver a cidade ao cidadão, esse é um dos nossos maiores desafios, devolver às nossas cidades a tua função de ambiente que se organiza valorizando formas democráticas de convivência. As cidades, em última instância, refletem estruturas sociais e opções culturais de uma população. As políticas urbanas no Brasil, tradicionalmente, têm secundarizado a dimensão cultural em seus modelos de desenvolvimento.


  • Martelo de borracha

  • quinze Planta de casas modernas com 3 quartos

  • Fachadas de sobrados com piscina. Projeto de Tania Povoa

  • 2 três dicas pra assimilar a ler 300% rapidamente em vinte minutos

  • Não tenha temor de se conferir

  • Água no jardim

  • Credencial do Passe Livre

  • E manutenção

Não temos como delinear outro imaginário urbano sem desenvolver ao mesmo tempo um novo tecido de significados, de valores, de projetos coletivos em que todos os habitantes da urbe possam se diferenciar como agentes e parceiros. Todos sabemos que as cidades americanas têm características bem particulares, em muitos aspectos bem distintas das cidades europeias que quase sempre tomamos como referência de existência urbana.


Muito diferenciadas também são as urbanidades organizadas pelos povos anglo-saxões, pelos hispânicos e pelos lusitanos. Em "Raízes do Brasil", um clássico pela análise de nosso nação, Sérgio Buarque de Holanda fortalece suas ideias sobre isto características culturais definidoras do que veio a ser a ocupação do espaço urbano segundo as colonizações portuguesa e espanhola. Os espaços urbanos não são só repercussão da adaptação ao meio físico, são objeto da cultura de um povo, reproduzem uma maneira de enfrentar com a vida utensílio e intelectual no decorrer de tua história.


Os portugueses não foram relaxados, procuraram se apropriar do relevo natural do solo e da geografia. Escoltar a tradição de se posicionar no topo pra não ser facilmente admirado pelo inimigo parecia aos portugueses qualquer coisa mais sensato a declarar. É enorme o número de cidades portuguesas formadas em terrenos acidentados. Estar no topo os posicionava melhor para enxergar o adversário se aproximando desde distanciado.


Eis aí uma outra lógica. Fiz este comentário para acentuar que há diferentes maneiras de aguentar com a urbe, no tempo e no espaço. As cidades são a todo o momento o reflexo irracional e conflituoso da cultura de um povo. Assim também o é seu padrão de desenvolvimento. São produtos de algumas determinações e de situações históricas, políticas, sociais, econômicas e ambientais numerosas, que interagem de uma forma inigualável dando a cada centro urbano uma personalidade própria, peculiar. Temos de ter em mente que uma cidade é algo em infinito transformação.


Sempre teremos que imaginar a cidade do futuro por meio da cidade do presente, cujos erros e acertos não queremos descartar. Em muitos aspectos, as nossas cidades acumulam equívocos e distorções históricas. E este necessita ser o ponto de partida para o nosso enfoque mais urgente, a fim de que tais erros sejam neutralizados ou corrigidos. Diversos deles são mesmo de origem cultural, dizem respeito aos nossos valores, à nossa atitude pessoal, às nossas emoções, aos nossos sentimentos de guerra ou de afetividade, aos nossos projetos de vida na família e no serviço. Não se pode refutar que avançamos em alguns pontos. Aos poucos estamos forjando um novo discernimento sobre isto das relações urbanas. Comprove isto meu querido website; locação plataforma elevatória


Passamos por um procedimento de requalificação dos Planos Diretores das cidades de extenso e médio porte e os ampliamos como ferramenta de gestão urbana para as pequenas cidades brasileiras. De imediato possuímos um Plano Nacional de Saneamento. A aprovação do Estatuto das Cidades e a fabricação do Ministério das Cidades nos deram a impressão de que tínhamos atingido um ponto de mutação e que os tópicos urbanos estariam se ocasionando a pauta central da jovem democracia brasileira.


O Estado brasileiro dos últimos anos distribuiu renda, universalizou o acesso a algumas políticas públicas, realizou grandes investimentos em infraestrutura. No entanto a verdade é que tais ações não resultaram numa reconfiguração democrática do nosso território. Precisamos diferenciar que ainda mantemos os velhos e mesmos modos de criação e reprodução do espaço urbano, apesar da consciência de cidadania e de direitos expressos por imensos movimentos sociais, por intelectuais e alguns políticos.


Movimentos sociais urbanos, em todo o Brasil, principalmente nas grandes cidades, incomodados com este estado de coisas, vêm, nos últimos anos, se articulando em torno de agendas associadas ao justo à cidade. Em nome de um novo traçado urbano, que não seja objeto da especulação imobiliária. Aos poucos estamos formando um novo conhecimento sobre a relação entre cidade, cultura e democracia. Sabemos que não há salvação para o planeta sem outra mentalidade e modo.